A importância da consciência fonológica na aquisição da leitura e da escrita

Aprender a ler e a escrever não é um processo tão natural como aprender a falar. 

Para aprender a ler e a escrever são necessárias várias competências, sendo que a consciência fonológica exerce uma forte influência nesse processo. A consciência fonológica refere-se à capacidade que a criança tem de identificar, manipular e refletir sobre os sons da sua língua materna, ou seja, diz respeito à capacidade de perceber que o discurso é constituído por frases, as frases por palavras, as palavras por sílabas e as sílabas por sons (fonemas). 

A maturação do sistema fonológico e o desenvolvimento da consciência fonológica vão fazer com que a criança seja gradualmente capaz de adquirir a noção de palavra, de rima, de consciência silábica e de consciência fonémica, auxiliando-a a realizar a associação grafema-fonema e fonema-grafema. Tendo em consideração a sua inegável importância, é fulcral que estas competências sejam estimuladas em idade pré-escolar, de forma a prevenir dificuldades futuras na aquisição da leitura e da escrita.

Tendo em conta o referido, recomenda-se que os pais/cuidadores, Educadores de Infância e demais profissionais estejam atentos a possíveis sinais de alerta, com vista a que o encaminhamento para um Terapeuta da Fala seja efetuado o mais precocemente possível, contribuindo futuramente para o sucesso escolar das crianças.

Sinais de alerta:

Pré-escolar:

Começar a falar tardiamente;

– Linguagem muito infantil (falar “à bebé”);

– Dificuldade em pronunciar corretamente palavras;

– Dificuldade em aprender e decorar canções, rimas e lengalengas;

– Antecedentes familiares de fala tardia ou de alterações ao nível da linguagem e/ou fala.

1º ano de escolaridade:

– Dificuldade em discriminar os sons da língua (exemplo: quando a criança ouve “faca” e “vaca”, não identifica diferenças);

– Dificuldade em dividir as palavras em sílabas e em fonemas;

– Dificuldade em associar as letras aos respetivos sons e vice-versa (exemplo: saber que a letra “s” se lê “ésse”);

– Dificuldade na leitura de sílabas e palavras, sobretudo palavras complexas ou pouco frequentes;

– Erros ao nível da codificação escrita.

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