Diversificar as questões realizadas

Antes mesmo de emitir palavras, a criança é capaz de responder, através de formas não verbais, às iniciativas sociais dos pares. Inicialmente, com a finalidade de obter algo, são-lhe dadas opções para escolher (“isto ou aquilo?”), sem necessitar de verbalizar e podendo recorrer a gestos. Numa fase mais posterior, já serão utilizadas perguntas de resposta fechada, isto é, perguntas de resposta sim/não. 

A partir dos dois anos de idade, as crianças começam a responder a perguntas com pronomes interrogativos (“O quê?”; “Onde?”, “Quem?”, “Quando?”, “Porquê?” e “Como?”), consideradas como as perguntas de resposta aberta. Estas questões incentivam o raciocínio, permitem a tentativa erro, a discussão e o confronto de ideias. Porém, é necessário ter em conta que este tipo de questões não são todas compreendidas ao mesmo tempo, ou seja, os pronomes “O quê” e “Onde”, quando comparados com os “Porquê” e “Como”, são mais facilmente compreendidos por crianças mais novas. 

Quando as crianças revelam não saber a resposta, é fundamental fornecer um maior apoio para chegarem à resposta pretendida, dando tempo para responderem e posteriormente o feedback. 

Assim, é apresentada a ordem das questões, das mais simples e fáceis de compreender, às mais complexas:

Crianças com défices de linguagem tendem a expressar-se de forma menos efetiva e a apresentar limitações ao nível da compreensão. Estas necessitam que as perguntas sejam realizadas de forma clara, simples e curta. Nestes casos, em que não é possível a utilização de perguntas mais complexas, deverão utilizar-se perguntas de resposta sim/não, ou ainda de opções (A ou B). 

O essencial é estimular as competências de linguagem e/ou de fala, aproveitando variadas situações do dia a dia, tendo sempre em atenção a necessidade de adequação das estratégias à criança com quem se está a comunicar. 

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