Chupeta – Quais as consequências do seu uso prolongado, intenso e frequente?

Os bebés nascem com vários reflexos essenciais para o seu desenvolvimento e sobrevivência. O reflexo de sucção é um deles. 

 Os movimentos repetitivos de sucção (não nutritiva) na chupeta fornecem ao bebé prazer e conforto, ajudando-o a regular-se e a acalmar-se. Porém, quando usada de forma frequente, intensa e por tempo prolongado, a chupeta pode trazer consequências nefastas a curto, médio e longo prazo, entre as quais:

  • Alterações no desenvolvimento craniofacial (exemplo: reduzido desenvolvimento da mandíbula e/ou maxila);
  • Alterações de oclusão dentária (exemplo: espaços entre os dentes superiores e inferiores – mordida aberta);
  • Alterações na musculatura das estruturas orofaciais (exemplo: bochechas, lábios, língua…)
  • Posicionamento inadequado da língua;
  • Alterações de fala (incorreta produção dos sons);
  • Alterações na função da respiração (tende a ser predominantemente oral, ou seja, pela boca);
  • Alterações na função da mastigação;
  • Alterações na função da deglutição;

Posto isto, quando se deve retirar a chupeta? Apesar de existirem diversas opiniões, a maioria defende que a idade limite são os 2 anos/2 anos e meio. Se este hábito persistir por mais tempo, maior o risco de a criança desenvolver os problemas acima mencionados. Deste modo, o uso da chupeta deve ser monitorizado e a sua retirada não deve ser encarada como algo traumático, mas sim como uma conquista por parte da criança, um sinal de crescimento e autonomia. Além disso, é muito importante que a criança esteja motivada neste processo.

Em caso de dúvidas, não hesite em falar com o seu Pediatra ou Terapeuta da Fala.

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